Oratoria: no auge novamente? PDF Imprimir E-mail
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Por Oratoria Brasil   
08 de agosto de 2008
Uma velha arma de conquista política, a Oratória vinha sendo relegada a segundo plano, graças aos abusos eleitorais permitidos por nossa justiça. Após anos de verdadeira "terra de ninguém" em termos do que pode ou não em termos de campanha eleitoral, parece que nesta, finalmente, a justiça eleitoral brasileira resolveu fazer jus a seu nome e coibiu alguns dos principais abusos de campanha. Entre as medidas esta proibir os chamados "outdoors" e os famosos "brindes" de campanha, que serviam mesmo para comprar o eleitorado não politizado (quase todos). As medidas vieram em boa hora. Não resolvem os graves problemas do abuso do poder econômico na política, porem ao menos torna tais abusos menos absurdos, como eram no passado. Porém, nessa esteira de acontecimentos, um velho recurso da política está voltando a ser buscado. Trata-se da Oratória como instrumento de persuasão do eleitorado. Cursos tradicionais, como o Oswaldo Melantonio e Instituto Moreira Necho passam a sequer ter como atender ao número de interessados nestas épócas de campanha política. São os "atrasados", aqueles políticos que querem fazer um curso intensivo para se preparar para debates ou comícios. Talvez o leitor brasileiro pareça até achar normal estes comentários. Mas, certamente, se lidos por alguém de outro país, ou quem sabe de outra época, talvez o leitor se questionasse: ora, e como se elegiam os políticos brasileiros antes, sem oratória? Resposta: "Showmícios" ("discursos públicos" em que o eleitor somente comparecia em razão de haver a presença de algum artista/músico famoso), brindes (de variados valores econômicos), promessas de emprego ("se eu ganhar, o emprego é teu..."), e por ai vai... E o pior, tudo isso se dava perante o olhar "cego" de nossa "cega justiça", a qual não via nada de errado em pessoas com poder econômico comprarem centenas de "outdoors" e com isso realizarem uma verdadeira competição desleal com os candidatos menos afortunados economicamente. Parece que, agora quem sabe, o velho hábito de lutar voto a voto, oralmente, voltará. Tomara Deus que esses políticos realmente se ponham a estudar oratória, pois aguenta-los tem, realmente, exigido um gigantesco exercício de paciência (para não falar auto-tortura....).
 
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