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		<title>LULA : Quando falar menos, é falar melhor</title>
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Em vista dos &amp;uacute;ltimos acontecimentos, cremos que uma li&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode se extrair da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o excessiva de nosso atual presidente.


Claro que &amp;eacute; ineg&amp;aacute;vel a qualidade de se comunicar com o povo, falando sua l&amp;iacute;ngua, que o atual presidente possui.

Ali&amp;aacute;s, parece mesmo uma compuls&amp;atilde;o verborr&amp;aacute;gica &amp;agrave;s vezes, tamanha a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de se por a falar ao menor sinal de um microfone &amp;agrave; vista.

Por&amp;eacute;m, t&amp;eacute;cnicamente analisando, Orat&amp;oacute;ria n&amp;atilde;o significa falar muito, mas sim falar o correto, e especialmente, para as pessoas corretas e no momento correto.

Sim, internauta. Muitas vezes o sil&amp;ecirc;ncio pode ser mais virtuoso que qualquer declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o afobada. Em especial mediante temas delicados, e que requerem uma melhor reflex&amp;atilde;o.

Vide o caso ocorrido recentemente, em que logo no in&amp;iacute;cio dos protestos no Iran, dada a fraude grotesca l&amp;aacute;, o Sr. Lula se prontificou a dizer que se trataria apenas de  coisa de torcedor de time de futebol, que n&amp;atilde;o sabe perder... . O mundo poderia ter ficado sem ouvir tamanha asneira. Em especial com as mortes que se seguiram &amp;agrave; sua declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as centenas de presos pol&amp;iacute;ticos e os milh&amp;otilde;es de votos fraudados que o pr&amp;oacute;prio governo Iraniano reconheceu (cidades que tinham mais votantes que moradores...).

E o pior de tudo, veio com a c&amp;ocirc;mica declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Itamaraty (tentando por panos quentes sobre a  merda  dita - desculpem, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; outro termo para descrever) no sentido de que  n&amp;atilde;o temos o direito de julgar o governo Iraniano ... Certo.... julgar para APOIAR tiranos pode, julgar para CONDENAR n&amp;atilde;o? E a t&amp;atilde;o propalada  coer&amp;ecirc;ncia ?

Teria sido melhor deixar o tempo apagar, e assumir o erro. Afinal, certas coisas ditas, quanto mais se mexe, mais fedem.

Mas, voltando ao tema, cremos que o fato serve de li&amp;ccedil;&amp;atilde;o preciosa para muitos que creem que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio sempre ter uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na ponta da l&amp;iacute;ngua. Muitas vezes, a cautela vale mais. E dizer um  estamos avaliando a quest&amp;atilde;o  pode salvar uma imagem pessoal do rid&amp;iacute;culo.

Basta ver o que Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, fez logo no in&amp;iacute;cio dos protestos. Apenas declarou estar  observando com preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a quest&amp;atilde;o  para somente ap&amp;oacute;s uma melhor e mais aprofundada verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dar seu veredito sobre o assunto...


Assim sendo, antes de sair falando, n&amp;atilde;o se esque&amp;ccedil;a da regra de ouro: PENSE antes...













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		<dc:date>2008-10-27T09:12:26+01:00</dc:date>
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		<title>Marta Suplicy: Análise da Derrota</title>
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Como é possível uma ex-prefeita perder uma eleição, quando esta: a) pertence a um partido com forte base municipal, b) tem apoio claro de um presidente da república com grande popularidade?

Existem fatores que alguns analistas parecem não ter entendido. Primeiramente, há uma total desvinculação da imagem presidencial com o PT, o partido que Lula ajudou a fundar. Isso porque parece nítido às massas as grandes diferenças entre os &quot;tipos&quot; de petistas existentes. E, por outro lado, o próprio presidente, ao usar os famosos &quot;eu nao sei de nada&quot;, acabou por passar a idéia de que seu partido, acusado de corrupção e envolvimento em crimes, é uma coisa, e ele outra.

Não haveria muito o que se fazer. Ou o presidente lula se distanciava do partido e ganhava imunidade, ou poderia, àquela altura, sofrer até um impeachmeant.

Ocorre que toda estratégia tem seu lado negativo. E esse foi exatamente o de tornar Lula um ser à parte do PT, acusado de corrupção, favorecimentos, etc.

E, quanto a Marta Suplicy, que disputou a eleição municipal para a prefeitura de São Paulo, talvez conseguisse mais votos se tentasse tal desvinculação, mas não o fez.

Por outro lado, há a questão pessoal. Marta Suplicy padece dos males de sua classe social e berço: a arrogância. Infelizmente, esse &quot;transpirar de esnobez&quot;, que sua oratória transparece, quer pelo modo de entonar a voz, quer pelo comportamento gesticulativo geral, a põe em contradição com aquilo que o PT diz ser: do povo.

E creio, não há equipe de comunicação que dê jeito em candidato, quando ele mesmo não tem a humildade de reconhecer que algo deve ser mudado. Tal qual Lula fez ao adotar o estilo &quot;Light&quot; e abandonar o bravatismo de outrora.


Por fim, há grosseiros erros de marketing e propaganda cometidos pelos incompetentes que administraram a campanha de Marta, vamos citar os principais: 


a) o ataque reacionário ao estado civil de Kassab: Isso foi a gota d'água. Somente uma equipe muito, mas muito incompetente mesmo poderia pensar nisso. Ora, será que ninguém teve cérebro de imaginar que numa cidade que possui (por baixo) entre 10% a 20% de gays e simpatizantes, isso poderia ter um impacto tremendamente negativo? 

Perseguir e acusar um ser humano por suas preferências sexuais? Bem, essa baixeza custou não apenas a prefeitura, mas deixou cicatrizes profundas na imagem de Marta, que serão exploradas sempre por seus adversários.

E veja, não interessa se essa foi ou não a intenção. Uma das regras de ouro da oratória é que você será julgado &quot;POR AQUILO QUE O OUVINTE ENTENDEU SER&quot; e não pelo que se pretendeu passar. Logo, uma comunicação inteligente teria de estar SEMPRE ALERTA para duplas interpretações. E isso é muito básico.




b) A exploração da imagem do Senador Eduardo Suplicy: Parece que umas boas aulas de retórica fariam bem à equipe de marketing de Marta. Ora, todos sabemos que o povo absorveu muito mal a separação de Marta e seu rápido casamento com um argentino (o casamento &quot;rápido&quot;, foi pior ainda, pois deu margem a comentários).

Uma vez que o estrago foi feito, qual seria a melhor estratégia? DESCOLAR A IMAGEM DE MARTA SUPLICY DE EDUARDO SUPLICY... Isso seria o óbvio. Com o tempo o povo passaria a ver Marta como um ser não mais &quot;atrelado&quot; a Eduardo Suplicy.

Porém, o que fêz a equipe de comunicação de Marta. Sim, cagada. Ao enfiar Eduardo (que sabidamente tem sentimentos por Marta) na campanha municipal, a impressão que se passa é a de um homem humilhado. Um homem que é admirado por muitos, sendo humilhado, ao fazer palanque com a ex-esposa que o trocou por um argentino...

Veja, todos sabemos que Marta, como qualquer ser humano tem o direito de fazer o que quiser da vida. Que é machismo baixo pensar assim. Que é regionalimo xenófobo condenar por que seu novo parceiro é argentino...

Ocorre que quem elege ou não, é o povo. E se uma campanha não tem cérebro suficiente para advertir um candidato a como RESPEITAR A VISÃO DO POVO, seja certa ou não (e isso, como diria o Prof. de Oratória Persuasiva e retórica, Iran Moreira Necho, &quot;...está na raiz de todas as derrotas eleitorais...&quot;), o resultado será óbvio.

Se tivesse feito a eleição, autonomamente, criando uma imagem própria e desvinculada de seu ex-marido, talvez uma &quot;nova Marta&quot; tivesse surgido. Mas parece que o P.T. insiste em contratar &quot;especialistas&quot; em comunicação mais com base em ideologia do que competência. O resultado somente pode ser esse.


















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		<dc:date>2008-10-13T09:11:16+01:00</dc:date>
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		<title>Marta x Kassab: uma breve análise</title>
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		<description>A sucessão de farpas trocadas pelos candidatos à prefeitura de São Paulo traz à baila a idéia fundamental de que a comunicação realmente permeia o poder, e sempre foi assim.

Em termos de oratória poderíamos dizer que ambos econtram-se nivelados. Marta tem a seu favor a estrela do PT, forte na capital e com cerca de 30% de favoritismo de seus fieis, seja lá quem for o candidato. Contra si, sua irremediável arrogância, que passa talvez por ser uma nobre, filha de burgueses que tenta passar um ar socialista, mas não consegue. 

Kassab, por sua vez tem contra si o fato de pertencer a um partido que lembra o capeta. A favor uma administração bem prestigiada pelos paulistanos, em especial pela coragem de limpar a cidade do entulho visual, coisa que Marta, quando esteve lá não teve peito para fazer (nem o silicone ajudou - esperem... deixe-me limpar o veneno... :) ).

Porém, quando partimos para a verificação dos discursos, nota-se um recrudescimento nesta reta final, na medida em que as alianças já se firmaram e cada  voto passa a valer a pena. Quem vencerá a batalha pelo cargo? Estamos apostando em Kassab, uma vez que os &quot;anti-pt&quot; de plantão são numerosos em SP, assim  como os apaixonados pela estrela vermelha. A única saída do PT teria sido costurar, ANTES, uma aliança com o PSDB, porém, agora, iniciado o segundo turno, poucas esperanças vemos no candidatura de Marta, que, em que pesem as boas idéias, padece do repúdio de certas camadas da população paulistana.</description>
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		<title>Oratoria: no auge novamente?</title>
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		<description>Uma velha arma de conquista política, a Oratória vinha sendo relegada a segundo plano, graças aos abusos eleitorais permitidos por nossa justiça.

Após anos de verdadeira &quot;terra de ninguém&quot; em termos do que pode ou não em termos de campanha eleitoral, parece que nesta, finalmente, a justiça eleitoral brasileira resolveu fazer jus a seu nome e coibiu alguns dos principais abusos de campanha.

Entre as medidas esta proibir os chamados &quot;outdoors&quot; e os famosos &quot;brindes&quot; de campanha, que serviam mesmo para comprar o eleitorado não politizado (quase todos).

As medidas vieram em boa hora. Não resolvem os graves problemas do abuso do poder econômico na política, porem ao menos torna tais abusos menos absurdos, como eram no passado.

Porém,  nessa esteira de acontecimentos, um velho recurso da política está voltando a ser buscado. Trata-se da Oratória como instrumento de persuasão do eleitorado. Cursos tradicionais, como o Oswaldo Melantonio e Instituto Moreira Necho passam a sequer ter como atender ao número de interessados nestas épócas de campanha política. São os &quot;atrasados&quot;, aqueles políticos que querem fazer um curso intensivo para se preparar para debates ou comícios.

Talvez o leitor brasileiro pareça até achar normal estes comentários. Mas, certamente, se lidos por alguém de outro país, ou quem sabe de outra época, talvez o leitor se questionasse: ora, e como se elegiam os políticos brasileiros antes, sem oratória?

Resposta: &quot;Showmícios&quot; (&quot;discursos públicos&quot; em que o eleitor somente comparecia em razão de haver a presença de algum artista/músico famoso), brindes (de variados valores econômicos), promessas de emprego (&quot;se eu ganhar, o emprego é teu...&quot;), e por ai vai...

E o pior, tudo isso se dava perante o olhar &quot;cego&quot; de nossa &quot;cega justiça&quot;, a qual não via nada de errado em pessoas com poder econômico comprarem centenas de &quot;outdoors&quot; e com isso realizarem uma verdadeira competição desleal com os candidatos menos afortunados economicamente.

Parece que, agora quem sabe, o velho hábito de lutar voto a voto, oralmente, voltará. Tomara Deus que esses políticos realmente se ponham a estudar oratória, pois aguenta-los tem, realmente, exigido um gigantesco exercício de paciência (para não falar auto-tortura....).







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		<dc:date>2008-06-19T12:47:32+01:00</dc:date>
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		<title>Curso de  Oratória Moreira Necho é premiado</title>
		<link>http://oratoriabrasil.com/content/view/3/</link>
		<description>A tradicional premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Revista Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o   Business de nosso estado, conferiu ao Prof. Iran P. Moreira Necho (http://www.geniosdobrasil.com/oratoria), respons&amp;aacute;vel pelo Curso de Orat&amp;oacute;ria  (http://www.mnecho.com) do Instituto que leva seu nome, o pr&amp;ecirc;mio de melhor curso do g&amp;ecirc;nero no Brasil. &amp;Eacute; interessante frisar que, nos &amp;uacute;ltimos 12 anos, o Prof. Iran P. Moreira Necho recebeu o pr&amp;ecirc;mio Top of Mind 8 (oito) vezes em sua categoria, sendo os tr&amp;ecirc;s ultimos consecutivos. </description>
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